Trabalho

O prefeito do Rio, Cesar Maia -discípulo dissidente de Brizola -, jura que a Prefeitura já criou mais de 500 mil empregos desde 2001. Relatório da Secretaria Municipal do Trabalho e Renda mostra que, com os 10.236 postos de trabalho gerados no mês passado, foram 500.909 oportunidades de trabalho. Desse total, 270.322 foram empregos diretos, 64.646 indiretos e 165.941 originários do que a Prefeitura chama de “efeito renda”, que é o resultado dos postos de trabalho gerados para produção de bens e serviços consumidos ou utilizados por quem foi admitido pela Prefeitura.

Paradigma
Embora seja visível a inexistência de um líder à altura para substituir Leonel Brizola, seu desaparecimento está longe de encerrar as idéias que encarnou e defendeu, sem considerar conveniências políticas ou conjunturas desfavoráveis. A defesa de uma nação livre, independente e próspera sempre foi e será utopia indispensável para qualquer país que pretende manter o passo da História. O período inaugurado pela Era Vargas fez do Brasil um dos cinco países que mais cresceu durante 50 anos, embora sem necessariamente reduzir suas gritantes desigualdades. A ausência de alternativas dos que desde o fim dos anos 80 – e de maneira mais obsessiva desde os anos 90 – se dedicaram a desmontar essa era não nos legou se não um grotesca e trôpega marcha batida para uma nova República Velha, aquela na qual até o leite era importado da Holanda.
Em contraponto ao esquecimento que a História destina aos que a amesquinham, Brizola logrou o que muitos políticos buscam e poucos alcançam: entrar para a História, como Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek. Nesse instante, mais relevante do que se deter sobre o futuro do seu partido, é salientar que as idéias legadas por patriarcas como Brizola sempre terão acolhida entre os brasileiros, independentemente de colorações partidárias.

Resgate
Nos últimos anos, uma das principais mágoas dos apoiadores de Brizola e até de quem simplesmente reconhecia sua importância história era ver sua sustentação eleitoral minguar para índices bem abaixo das suas médias históricas, enquanto líderes conservadores, como Paulo Maluf, mantinham pisos eleitorais de pelo menos 20%. A imensa fila que se forma no Palácio Guanabara, desde as primeiras horas de ontem, no entanto, simboliza um reconhecimento para muito além das contendas eleitorais. A exemplo de seu antecessor Getúlio Vargas, Brizola deixa a vida para entrar para a História.

Antítese
É possível que o calor partidário explique, em grande medida, as vaias e palavras de ordem dirigidas contra o presidente Lula no velório de Brizola, mas, certamente, a presença do ministro Antônio Palocci soou como provocação para os que votaram em Lula vendo nele um antiFH.

Sem sangue
Doadores de sangue em potencial têm esbarrado na burocracia do Hemorio para praticar esse gesto tão nobre e ainda raro. Cariocas que, nos últimos dias, tentaram doar sangue foram impedidos de fazê-lo por portarem apenas a cópia da carteira de identidade. Segundo os relatos, outros documentos de identificação não foram levados em consideração. O mais lamentável é que isso acontece num momento em que o Hemorio convive com baixos estoques de sangue.

Rumo ao apagão
Discutir as crises de energia no mundo é o objetivo de seminário internacional que ocorrerá semana que vem, no Rio. O evento é organizado pela Eletrobrás e pela EDF e reunirá mais de 40 palestrantes de dez países. Entre eles a ministra Dilma Rousseff e o presidente da Comissão Reguladora de Energia dos EUA, Richard O”Neill. Ninguém ignora que essas crises se instalaram após a desregulamentação de mercados em diversos países. Problemas graves ocorreram no Brasil, Argentina, EUA e Inglaterra, para ficar apenas em alguns exemplos. A falta de investimento do Estado está por trás desses problemas. Os exemplos, porém, parecem não sensibilizar o governo Lula. Um dos debates no seminário será “Parceria público-privada: rumo à terceira via”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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