Pior que os iguais

O desempenho da indústria brasileira em maio, bom para os padrões paloccistas, não fica tão bem na foto quando comparado ao do resto do mundo. Na série mensal, a performance da indústria brasileira (4,8% em maio) foi melhor do que a das indústrias da totalidade dos países avançados pesquisados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Mas deixou a desejar perante o desempenho de algumas economias em desenvolvimento, como Coréia (9,5% em abril), Polônia (5,8% em abril), República Checa (17,8% em dezembro), Hungria (13,9% em março), Turquia (8,8% em março) e Índia (7,7% em março). No indicador acumulado em 12 meses, o resultado da indústria brasileira (2,6%) só foi superior ao do México (2,2%), na comparação com os emergentes.

Fiel
Os cariocas clientes de telefonia celular utilizam este serviço, em média, há 5,2 anos e se mantêm na mesma operadora por 3,6 anos, o que desfaz a idéia de que o cliente de celular é infiel. Dos clientes que trocam habitualmente, menos de 20% trocou mais de uma vez nos últimos 12 meses. Os dados são de pesquisa realizada pela empresa Direkt com 1.001 pessoas na Capital do Rio, usuários e não usuários de telefonia celular das classes A, B, C e D, entre 16 e 65 anos.
Promoções são o que motivam a troca (churn, no jargão do setor) de operadora (18,8% dos casos). A TIM foi a maior beneficiada pelo troca-troca no último ano, conquistando 21% dos clientes da Vivo.

Mas nem tanto
No universo pesquisado pela Direkt, a Vivo detém 37,1% do mercado; a Claro está em segundo lugar com 27,2%. Nos próximos 12 meses, 9,6% dos entrevistados pretendem mudar de operadora e 7,6% não sabem se trocarão, indica a pesquisa. Dentre os que pretendem trocar de operadora, 22% pretendem optar pela Claro; 23% dos entrevistados não sabem ainda qual operadora irão escolher. Entre as pessoas que não possuem celular atualmente, cerca de 52% pretendem adquirir um telefone dentro de um ano.
Os maiores índices de retenção verificados no estudo foram apresentados pelos usuários de planos pós-pagos da Vivo: 81,3% desses clientes se mantiveram fiéis. A TIM é a operadora que tem o melhor desempenho no balanço de conquistas e perdas de clientes entre competidores. Segundo a pesquisa, se mantidas as tendências atuais, a empresa italiana passaria dos atuais 15% de participação de mercado para 24% nos próximos cinco anos.

Farinha pouca
Os sindicatos da construção têm levantado a voz contra a utilização de recursos do FGTS em obras como ferrovias, rodovias e hidrelétricas. O Sinduscon-Rio argumenta que esses recursos são o mais importantes instrumentos de política social para financiar habitação popular, saneamento básico e infra-estrutura urbana. “Ante o déficit habitacional de 7,7 milhões de moradias e a ausência de saneamento básico em mais de 40 milhões de domicílios brasileiros, é inadmissível direcionar recursos do FGTS para outras finalidades que não as que determina a Lei”, protesta a entidade.
O sindicato propõe que os recursos do fundo sejam utilizados para aumentar os subsídios que, através da Resolução 501 do Conselho Curador do FGTS, já são dados às famílias de baixa renda (um a cinco salários mínimos) nas quais se concentra 90% do déficit habitacional.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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