Perigo real e imediato

Mais de 1,9 mil instalações industriais são consideradas de alto risco pela U.S. Environmental Protection Agency, a agência que cuida da proteção ambiental nos EUA. O risco tanto pode ser de um ataque terrorista quanto de acidentes que ameacem as comunidades vizinhas. Dessas quase 2 mil, 100 são refinarias de petróleo que, junto com plantas de beneficiamento de carvão, têm o mais alto índice de acidentes químicos. Muitos proprietários de refinarias, porém, adiam a manutenção e atualização das indústrias, ao mesmo tempo em que elevam a produção, aumentando as chances de falhas mortais, revela o Center for Public Integrity, organização norte-americana que fiscaliza governos e setor privado.

A ONG divulgou matéria sobre um incidente em refinaria da ExxonMobil nas cercanias de Loas Angeles que poderia ter devastado toda a vizinhança. O Chemical Safety Board, que investigou o quase acidente ocorrido em 2015, em Torrance, disse que uma explosão por pouco não causou uma catástrofe, causada por manutenção deficiente pela petroleira, que teria atrasado reparos devido a corte de custos. A Exxon negou as acusações e disse que não há evidências de que o incidente com ácido fluorídrico (HF) colocou em risco a comunidade. A companhia também está recorrendo de multas estaduais que somam apenas meio milhão de dólares. Em setembro do mesmo ano, a petroleira vendeu a refinaria para a PBF, empresa que compra instalações pouco rentáveis, a baixo custo, para revenda. A PBF se tornou o terceiro maior refinador independente dos EUA. A planta de Torrance, de quase 100 anos, elevou a produção além dos recordes da Exxon e produz 10% da gasolina da Califórnia.

Se fazem isso na terra deles, imaginem ao sul do Equador.

Transparência carioca

O Observatório Social, presente em 100 cidades de 19 estados, chega ao Rio de Janeiro com o apoio da Associação Comercial (ACRio) e do Conselho Regional de Contabilidade (CRCRJ). O OS é integrado por 3 mil voluntários que monitoram as compras públicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos.

Além disso, o Observatório Social atua em outras frentes, como a educação fiscal, a inserção da micro e pequena empresa nos processos licitatórios e a construção de Indicadores da Gestão Pública, com base na execução orçamentária e nos indicadores sociais do município, fazendo o comparativo com outras cidades de mesmo porte.

O acordo entre as entidades cariocas ocorrerá nesta quarta, às 14h30, na sede da ACRio. Após o ato, será realizado o seminário “Transparência e participação de Micro e Pequenas Empresas e Empresas de Pequeno Porte na contratação pelo município do Rio de Janeiro”.

Falta gente

O MP apresentou denúncia contra 184 crimes de lavagem de dinheiro do ex-governador Sérgio Cabral, do PMDB, e mais 327 da quadrilha por ele comandada. Presos por esta lavagem, dois doleiros. E as joalherias que venderam joias sem nota fiscal, recebendo em dinheiro vivo? E as galerias de arte? E os bancos, que recebiam pagamentos de cartão de crédito feitos em altas quantias em espécie?

Até agora, estão sendo poupados, assim como os empresários que pagaram propina e faturaram bilhões em negócios superfaturados. Faturaram, não, tudo indica que ainda faturam, pois não se tem conhecimento de um único contrato auditado e cancelado pelo atual governador, Luiz Fernando Pezão, que foi vice de Cabral.

Cadeia, fora a quadrilha e os doleiros, parece o destino apenas do Eike Batista. A não ser que ele inclua o ex-presidente Lula na delação; pode ser aí que consiga passar só uns meses na penitenciária.

Talidomida, 60 anos depois

Para quem acha a justiça brasileira lenta: 60 anos após o lançamento do Contergan (cujo ingrediente ativo é a talidomida), o maior escândalo farmacêutico da República Federal da Alemanha continua a ferver. Uma ação judicial está na pauta do Tribunal Regional de Bonn desta quarta-feira.

O que chama atenção para a audiência é que, caso a vítima do Contergan Andreas Meyer vença a ação judicial, isso significará que não somente a Grünenthal, fabricante do remédio, teria mentido ao Parlamento alemão, mas também o Governo Federal, que teria confirmado aos parlamentares declarações de um funcionário da farmacêutica.

O caso lida com a dúvida de que a Fundação Contergan era, ou talvez ainda seja, uma subsidiária secreta da Grünenthal com o conhecimento do Governo Federal”, disse Meyer.

Rápidas

A KPMG realiza o seminário “Digital Labor – A nova mão de obra robotizada”, dia 23 próximo, na Rua Arquiteto Olavo Redig de Campos, 105, 6º andar, São Paulo *** “Sua Empresa no Facebook” é a palestra que o Sebrae realiza na próxima terça-feira (21), no Shopping Jardim Guadalupe (RJ), das 19h às 21h.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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