Lagoão

O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou seu descolamento (para usar termo na moda) do Piscinão de Ramos. Não que tenha decidido abandonar a obra, mas sim o nome pela qual passou a ser conhecida, usado inclusive pelos membros da administração estadual. Desde o último fim de semana o governo só se refere ao Piscinão como Lagoa da Praia de Ramos. Esta coluna se aventura a apontar alguns dos motivos que podem ter levado a essa mudança no marketing de Ramos: a obra já estava começando a ser conhecida como “Pinicão de Ramos”, por causa da quantidade de coliformes encontrados na água; como piscina, o índice de contaminação deveria ser zero, ao contrário do que ocorre em praias; marcar a diferença com os “piscinões” que o prefeito César Maia pretende construir.

Falange no BB
O jornal britânico The Guardian conta que Elie Hobeika, ex-líder de uma milícia cristã que foi morto em ataque a bomba contra sua casa no Líbano, foi funcionário do Banco do Brasil. Hobeika foi “uma das figuras mais controvertidas do Líbano”, diz a publicação, e sua morte, aos 45 anos, ocorreu pouco depois de ele ter concordado em depor contra o premier de Israel, Ariel Sharon, num tribunal de crimes de guerra que pode ser aberto este ano na Bélgica. Nascido em Kleiat, na província libanesa de Kesrwan, Hobeika deixou a escola depois de concluir seus exames e entrou para o Banco do Brasil, em 1978; naquela época ele já era uma estrela em ascensão dentro das Falanges, como eram conhecidas as Forças Cristãs Maronitas Libanesas. As informações são do sítio Global Press, dos correspondentes estrangeiros no Brasil.

Duas visões
É impossível não comparar o salto no número de participantes previsto pela organização do Fórum Social Mundial (FSM), de 20 mil, no ano passado, para 60 mil, com o cada vez maior isolamento amargado pelo Fórum Econômico Mundial. A começar pela emblemática mudança, anunciada inicialmente como provisória, de Davos, na Suíça, para Nova York, onde a administração Bush conta com melhor cobertura militar para evitar que os participantes ouçam a voz rouca das ruas.

Paradigma
Cerca de 2.400 anos depois de seu nascimento, o filósofo grego Platão, nascido no ano de 427 AC, é o autor mais citado nos livros de comunicação de todo o mundo. Em segundo lugar, ficou Aristóteles. A revelação, constatada em pesquisa, foi feita pelo professor Muniz Sodré, da Faculdade de Comunicação da UFRJ, em entrevista, à edição de janeiro, ao sítio Comunicação, Cultura e Política (http://sites.uol.com.br/denisdemoraes). Sodré enxerga no resultado a confirmação de que as raízes da comunicação estariam na filosofia: “A questão da comunicação vai desde a amizade política até a retórica, que é uma técnica política de linguagem. É a questão da mídia que está na Grécia, já. Passa pelos romanos e, depois, ficou muito adormecida na história do pensamento. É depois da guerra, já no século XX, que isso explode com a chegada dos meios de comunicação. Mas quando se vai pensar radicalmente sobre o assunto, pensar profundamente sobre o assunto, você encontra Platão.” O debate sobre os rumos da comunicação, no entanto, está longe de ser consensual na própria academia.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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